quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Muss es sein? Es muss sein!

"Muss es sein? Es muss sein!
Cela doit-il être? Cela est!"
Abro os olhos, e percebo que nada está tão ruim assim. Foram dias e dias de vertigens, dores e depressão. Havia caído de um lugar alto demais. Havia tentando muito além do que ainda poderia tentar, e escutei palavras que foram cruéis demais. É, a vida é estranha.
Aos poucos percebo como estou começando a fantasiar o mundo, um modo de poder voltar a respirar. Mas, isto seria errar. Não permito mais erros, pelo menos, erros meus.
Prefiro não pensar, não lembrar e nem tentar esquecer. Prefiro deixar tudo como está, e apenas, procurar a fresta do muro, e olhar. Esperando a hora certa de sair, de sentir... de ser.
Os livros estão na mesa, o caderno pouco usado também está lá. Perco horas diante deles, fingindo estudar, enquanto a minha mãe hora ou outra, passa por mim e começa a elogiar. Prefiro fingir que estou sendo forte, que estou sendo solene, que estou sendo algo. Enquanto durmo, num silêncio profundo.
Por vezes, penso tanto em alternativas extraordinárias, em vidas complexas, em sorrisos condensados de cinismo e glória.
A verdade, é que me perdi, estou completamente fora de mim, e não sei ao certo, o que esse meu corpo passará a abrigar.
Nada pode me satisfazer. Estou doente, completamente doente. Da alma.
Cela doit-il être? Cela est!!
São apenas essas palavras que me dão forças.
E é nesse estado de espirito que passo a contar uma história.

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